Novo estudo revela dados alarmantes sobre violência sexual entre adolescentes
Recentemente, foi divulgado um estudo que entrevistou aproximadamente 120 mil alunas com idades entre 13 e 17 anos no ano de 2024. Os resultados apontam que cerca de um quarto das estudantes adolescentes do Brasil relataram ter sofrido alguma forma de violência sexual, incluindo toques, beijos ou exposição de partes íntimas sem consentimento.
Comparado com a pesquisa anterior realizada em 2019, houve um aumento de 5,9 pontos percentuais no número de meninas que relataram essas violências. Além disso, 11,7% das estudantes afirmaram ter sido forçadas ou intimidadas a se submeterem a relações sexuais, representando um aumento de 2,9 pontos percentuais em relação a 2019.
Embora a proporção de meninas vitimadas seja maior que a de meninos, ambos os gêneros relataram casos de abuso, totalizando mais de 2,2 milhões de vítimas de assédio e 1,1 milhão de relações forçadas. A pesquisa também destacou que a violência foi mais frequente entre estudantes de escolas públicas em comparação com os da rede privada.
Em relação à idade das vítimas, foi observado que as situações de assédio sexual foram mais reportadas por adolescentes de 16 e 17 anos, enquanto a maioria dos casos de relações sexuais forçadas envolviam jovens de 13 anos ou menos no momento da violência.
Quando questionados sobre os agressores, a maioria dos casos de relação forçada envolveu pessoas do círculo íntimo das vítimas, como pais, padrastos, mães, madrastas, entre outros familiares e namorados. Já nos casos de toques não consentidos, beijos forçados e exposição de partes íntimas, a categoria mais mencionada foi “outro conhecido”.
Além disso, o estudo revelou que cerca de 121 mil meninas adolescentes engravidaram ao menos uma vez, sendo a maioria de escolas públicas. Em alguns estados do país, a taxa de gravidez precoce ultrapassa os 10%, gerando preocupações quanto à prevenção de gestações indesejadas e doenças sexualmente transmissíveis.
Em relação ao início da vida sexual, os dados indicam um início mais tardio em comparação com pesquisas anteriores, com uma proporção menor de estudantes relatando ter tido relações sexuais. No entanto, a pesquisa ressaltou que a idade média de iniciação sexual ainda está abaixo da idade legal de consentimento no Brasil.
Fonte: Agência Brasil
